Um dos critérios diagnósticos para autismo é a dificuldade de compreensão na comunicação não-direta, o que inclui sarcasmo e sutilezas ditas em conversas. Mas algo que eu quase não vejo sendo dito é que comunicação é tudo. Pois tudo pode comunicar alguma mensagem.
Isso inclui sim o que falamos e ouvimos, mas também como nos vestimos, nossa expressão do rosto, gestos corporais e o mais importante: o silêncio.
O silêncio pode falar muito: quando não respondem nossas mensagens, quando tentamos participar de uma conversa e somos ignorados, quando não sabemos o que responder e não falamos nada.
Tudo isso manda uma mensagem, seja para nós ou para os outros. A questão é se essa mensagem que estamos passando ou percebendo é que quis ser enviada.
Por exemplo: se eu estou aguardando uma resposta de alguém e não a recebo posso pensar que estou sendo ignorada, quando na verdade o outro só estava muito ocupado com alguma coisa. Ou o oposto, o outro poderia estar me ignorando. Por isso é complicado: depende do contexto.
Saber se comunicar de forma clara é um exercício, saber explicar a si ou fazer as perguntas certas para entender o outro é um aprendizado, e por isso que livros como “Comunicação Não-Violenta” de Roserberg pode ser leitura essencial para todos, incluindo neurotípicos.
A psicoterapia pode ajudar a compreender mais dessa comunicação, que você passa e recebe, e com isso melhorar a saúde mental.
Psicóloga Celina Lucas | Especialista Clínica | CRP 12/14822
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