A empatia é o que permite a uma pessoa entender e compartilhar o estado emocional de outra pessoa. Para isso é necessário identificar os pensamentos e as emoções de outro, e depois responder com uma emoção apropriada.
Assim, existem dois componentes: o cognitivo e o afetivo: A empatia cognitiva é a capacidade de compreender e prever o comportamento de outras pessoas. Enquanto a empatia afetiva é uma resposta emocional que é mais apropriada à situação da outra pessoa.
Ao invés dos autistas terem um déficit global de empatia, estudos sugerem que seria apenas com o componente cognitivo, pois estaria associado ao prejuízo na interação social e na imaginação.
Porém, a empatia é multidimensional e também contextual, por isso essa explicação pode estar incompleta ou inconsistente. Por exemplo: muitos estudos têm mais participantes homens, que tendem a ter mais déficits em empatia de forma geral, e no componente cognitivo em específico.
Enquanto isso, mulheres com TEA mostraram um nível mais mais alto do que os homens com TEA na empatia afetiva e cognitiva. Além disso, a capacidade de empatia vai se tornando melhor conforme a idade avança, mesmo em pessoas com TEA.
Assim, na clínica de psicoterapia é possível trabalhar com autistas visando o desenvolvimento da empatia, seus componentes e também melhorando as habilidades sociais e imaginação.
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REFERÊNCIAS:
SVEDHOLM-HÄKKINEN, A. M.; HALME, S.; LINDEMAN, M. Empathizing and systemizing are differentially related to dimensions of autistic traits in the general population. International Journal of Clinical and Health Psychology, v. 18, n. 1, p. 35–42, jan. 2018.
ROZA, S. A.; GUIMARÃES, S. R. K. Empatia Afetiva e Cognitiva no Transtorno do Espectro Autista (TEA): uma Revisão Integrativa da Literatura. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 27, 2021.

