Você sabia que estudos em autistas mostraram traços maiores para serem do grupo LGTBQ+ que para heterossexualidade? Eles também mostraram serem mais gênero-diversos e terem relacionamentos mais tarde na vida.
Porém, é comum serem silenciados, com estereótipos de serem “anjinhos” sem desejos de romance e relacionamentos, apesar disso não ser verdade!
O que ocorre é uma baixa expectativa quanto a terem relacionamentos, devido a sua dificuldade de socialização, da comunicação e de compreender as normas sociais.
Por causa disso autistas adultos com necessidade de baixo suporte estão em menos relacionamentos românticos que neurotípicos, sendo que homens jovens adultos autistas são o subgrupo com menos experiência nisso.
É comum também autistas adultos começarem a relacionar mais tarde e, como dito anteriormente, a serem do grupo LGBTQ+ (homossexuais, bissexuais, assexuais e gênero-diversos) comparado a neurotípicos.
Por isso é importante aceitar esses desejos e aprender as regras sociais referentes a isso, incluindo como flertar e como estar em relacionamentos. Além disso também é necessário entender como se comunicar com seu parceiro para encontrarem soluções juntos para adversidades, como por exemplo a parte sensorial, uma dificuldade comum para autistas em relacionamentos amorosos.
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REFERÊNCIAS:
BARNETT, Jessica Penwell; MATICKA‐TYNDALE, Eleanor. Qualitative Exploration of Sexual Experiences Among Adults on the Autism Spectrum: implications for sex education. Perspectives On Sexual And Reproductive Health, [S.L.], v. 47, n. 4, p. 171-179, 29 set. 2015. Guttmacher Institute. http://dx.doi.org/10.1363/47e5715.
BRILHANTE, Aline Veras Morais; FILGUEIRA, Leila Maria de Andrade; LOPES, Samuel Verter Marinho Uchôa; VILAR, Nathalie Barreto Saraiva; NÓBREGA, Lívia Rocha Mesquita; POUCHAIN, Ana Juarina Magalhães Verissimo; SUCUPIRA, Luiz Carlos Gabriele. “Eu não sou um anjo azul”: a sexualidade na perspectiva de adolescentes autistas. Ciência & Saúde Coletiva, [S.L.], v. 26, n. 2, p. 417-423, fev. 2021. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232021262.40792020.

