É frequente que pessoas com TDAH e Autistas sintam de forma mais forte e por mais tempo. Isso ocorre mesmo e pode ser sinal de uma desregulação emocional, que é quando temos dificuldade de regular a intensidade e a duração do que estamos sentindo.
Existem alguns motivos para que uma pessoa sinta essa desregulação emocional: pode estar ligado a disfunção executiva, a dificuldade de reconhecer os próprios sentimentos (alexitimia) ou mesmo uma sobrecarga.
Ela acontece tanto para sentimentos positivos, como alegria, quanto para outros vistos como negativos, como tristeza e raiva. Além disso, também pode desregular para tanto para ter muitas emoções ou para baixo, não sentir emoções tão forte quanto esperado.
São momentos que iríamos nos sentir assim, mas na hora não conseguimos controlar essas emoções, mas elas ainda são nossas. Porém, quando sentimos que não só a intensidade das emoções, mas também que nossas reações estão fora do nosso controle, ou ainda que não são pertinentes ao contexto pode ser sinal de um meltdown ou de outra coisa. Nesses casos é aconselhado conversar com um profissional especialista para saber o que é e o que fazer.
É importante também lembrar que nossos sentimentos sempre são válidos, mas não o que realizamos quando estamos com eles. Por exemplo, temos o direito de sentir raiva, mas não de brigar com alguém por causa disso.
Existem estratégias para lidar com a desregulação, como aprender a identificar o que sentimos, sua intensidade e o motivo de estarmos assim, fazer meditação e também aprender as conhecer nossos limites e nosso corpo para prevenir estarmos sobrecarregados a ponto de ter essa desregulação.
Além disso, perceber quando estamos desregulados é uma das coisas mais importantes para se conversar numa psicoterapia com um neurodivergente que sente essas desregulações emocionais.
Caso tenha dúvidas ou quiser mais informações me mande uma mensagem!
Psicóloga Celina Lucas | Especialista Clínica | CRP 12/14822
Referência:
MCCABE, Jessica. TDAH: como lidar: um guia para trabalhar com seu cérebro (não contra ele). Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

